quarta-feira, 6 de abril de 2011

REQUISITOS DO BOM PROFESSOR


PALAVRA AOS PROFESSORES
Leitura em Marcos 10:14. O professor do Ensino Bíblico da Escola Dominical foi chamado para um dos trabalhos mais importantes da Igreja de Jesus Cristo, que é cuidar das crianças que a ele pertence (Pv 22.6) “Leitura”. O professor é privilegiado por ter sido escolhido por Deus para ensinar as crianças da casa do Senhor (Exp. de Timóteo) que desde a meninice sabia as Sagradas Letras. Professor! você deve sentir-se feliz em estar investindo neste grande trabalho, que é o de ensinar as Sagradas Letras às crianças na Escola Dominical! Ser professor de criança é ter um cargo sério e elevadíssimo. É gratificante para o professor mais tarde se deparar com frutos do seu trabalho.
Ser professor de criança é ter convicção da grandeza do trabalho que se está fazendo na obra do Mestre; é ter certeza de se estar levantando um edifício de ouro (I Co 3.12). Ser professor de criança é trabalhar pelos outros e para Deus, é sobretudo promover a felicidade de alguém confiando-lhe a graça de Cristo.
No entanto, queridos professores, este trabalho só será confirmado com êxito total com a permanência da criança na Igreja. Ainda que alguns abandonem o “Aprisco das Ovelhas” por onde quer que estejam se lembrarão da palavra de Deus ouvida através do Professor da Escola Dominical. Concluindo leiamos I Coríntios 15:58. Mas para isso é preciso ter-se convicção do que se está fazendo, certeza de fazermos um trabalho de Deus e para Deus.
OBJETIVO DA ORGANIZAÇÃO

Adquirir um melhor rendimento na educação cristã da criança obtendo êxito no Ensino da Escola Dominical.
REQUISITOS PARA UM BOM PROFESSOR
REQUISITO - é uma exigência necessária para certos fins, certos efeitos.
É importante e bom saber que uma pessoa vale e pesa pelo que é e pensa. Ora o professor de crianças da Escola Dominical é, sobretudo um crente que sabe manusear a Palavra de Deus. Ele deve ser dinâmico e corajoso, pois luta contra tudo o que contraria os ensinos Bíblicos.
1º REQUISITO:  VOCAÇÃO
Toda profissão exige qualidades e aptidões das pessoas que a exercem. A isto chamamos de vocação.
VOCAÇÃO - é uma disposição natural do espírito, é como uma força interna que age nas pessoas dando-lhe a capacidade para desempenhar uma certa atividade. Talvez não haja no mundo uma função que mais exija este talento que a do professor. As pessoas separadas para esse trabalho devem ser realmente vocacionadas. Medite: I Coríntios 7.20. Devemos desempenhar a nossa tarefa com muita abnegação, porque sabemos que fomos chamados por Deus, e seremos recompensados por Ele. A função essencial do professor de crianças na Escola Dominical é ajudar a criança a desenvolver os seus conhecimentos e a sua personalidade. O professor é uma pessoa que procura antes de tudo guiar, orientar, encorajar e descobrir o interesse dos pequenos. É um trabalho árduo e como tal apresenta segredos e dificuldades. É preciso o professor de criança ser idealista. E o professor que tem vocação sempre procura novas maneiras, novas técnicas para despertar o interesse da criança pela palavra de Deus.
Aquele que professa algo está revelando que sabe o que professa. Se alguém professa medicina, direito ou pedagogia está também consciente de que sabe essas ciências. Um construtor não professa medicina, nem pedagogia, nem direito. Se alguém professa alguma matéria, ter de ser entendido nela. O professor dever ser um homem versado nas matérias que professa. E versado é o homem que é experimentado, que é entendido.
O professor da Escola Dominical de crianças deve ser versado em assuntos bíblicos e no modo de aplicá-los as crianças. E só faremos um trabalho perfeito, com brilho sob a orientação do Divino Mestre e com a inspiração do Santo Espírito de Deus. Para sermos professores capazes é preciso abrirmos o nosso coração para morada do Espírito de Deus, porque Ele é quem dá inspiração.
2º REQUISITO: DEDICAÇÃO
DEDICAÇÃO - é uma virtude que se identifica quando uma pessoa demonstra zelo e interesse total para fazer alguma coisa em favor de alguém. Sem que haja essa disposição não há dedicação. A soma da vontade de fazer alguma coisa, mais o interesse de chegar a conclusão desse desejo, podemos classificar como dedicação. Por exemplo: Se você gosta de ensinar crianças, irá procurar um meio pelo qual elas aprendam cada vez mais. Ora, para se chegar a conseguir da criança um bom rendimento na aprendizagem é preciso que haja dedicação que vem a ser sinônimo de interesse e de vontade.
3º REQUISITO:  AMAR A CRIANÇA A PONTO DE DOMINÁ-LA
A criança sem afeto tornar-se-á uma pessoa desajustada e, consequentemente, sem domínio sobre si mesma. Por isso se diz que o amor é dado em troca de uma necessidade. A criança aprende a amar os outros, quando recebe amor. A criança que não recebe afeto, cresce conhecendo somente revolta e desprezo pelo próximo e também não ama; tudo por ter sido criada sem carinho. Suas reações serão as mesmas que sentiu pelos maus tratos que recebeu. Está na obrigação do professor ajudar o desenvolvimento da personalidade da criança, tratando-a com carinho.
Para que não ocorra um desvio na caráter da criança, precisam os líderes dar o máximo de si mesmos, muito afeto e bom trato, para prenderem a atenção e a confiança da criança. Lembrem-se de que as crianças confiam e acreditam em quem amam. Procure sempre falar-lhe a verdade. Nunca prometa o que não possa cumprir, uma simples “mentirinha” tira para sempre sua credibilidade. Para obtermos domínio sobre a criança é necessário fazermos uma sondagem, pois cada indivíduo, possui características próprias. O ser humano não pode ser generalizado. É recomendado aos líderes distribuir as tarefas de modo agradável, pois, o trabalho mental excessivo é mais prejudicial que o físico, quando não bem regulado causa irritação e inquietação. Nunca se pode desprezar as perguntinhas da criança, mesmo que sejam um tanto sem lógica; a resposta faz com que adquiram confiança, amizade e, sobretudo, liberdade para confidenciar suas aventuras e sentimentos com o professor. Devemos acatar as iniciativas da criança, sempre que possível, aproveitando seu comportamento para dar como exemplo a outros.
Conversar com as crianças, sem critica-las, é uma boa maneira de demonstrar-lhes amor. Tenha sempre um sorriso para elas. Este amor deve ser mantido com autoridade. Sendo necessário uma repreensão, repreenda de modo meigo, com amabilidade, lembrando-se de que “resposta branda desvia o furor” (Pv 15:01).
4º REQUISITO:  CAPACIDADE PARA ENTENDER A CRIANÇA
Sentir amor pela tarefa que tem a desempenhar é o ponto básico para entender a criança, e compreender as suas necessidades de aprendizagem e afeto, que são fundamentais. Lembrem-se de que o professor contribui essencialmente para a formação da personalidade infantil.
Na parte espiritual, Deus se agrada de quem se dispõe a cumprir sua ordem “Instrui o menino no caminho em que deve seguir” (Pv 22:6). É imprescindível um entrosamento com os pais, a fim de saber as necessidades que tem a criança tanto espiritual como emocionalmente: carência de afeto materno etc., para que o professor possa contornar a situação, dentro dos métodos psicológicos.
O convívio com Deus prepara a criança para conviver com outras crianças. O professor prepara a criança para conviver dentro da sociedade cristã (viver acompanhada e ser companhia). Levar uma criança a Deus é algo muito importante na vida. Ser moderado e amável são características básicas para liderar crianças, valorizando a personalidade de cada uma. A criança precisa amadurecer onde haja paz, calor humano e sobretudo conhecimento de Deus. Tendo idoneidade para corrigir a criança, quando necessário, faça-o mas faça a sós, para evitar comentários infrutíferos, ou agressividade. É claro que, às vezes precisamos repreendê-las, mas quando isto for necessário devemos fazer com muita (precisão) precaução e carinho. E sempre que as corrigirmos devemos mostrar-lhes que a vontade de Deus é que sejam obedientes, pois Deus gosta de crianças obedientes.
É dever do professor saber versículos bíblicos que dêem a conhecer como devemos nos portar na Casa de Deus. Quando o professor assim procede a sua classe é sempre a mais freqüentada, porque os alunos se sentem felizes em estar com ele e se interessam por aprender dele a palavra de Deus.
5º REQUISITO: MORAL PERANTE A IGREJA
Nós mesmos somos a Igreja, logo precisamos ser dignos, sobretudo sinceros entre nós mesmos. Porque bem sabemos que não se deve ensinar o que não se pratica. Foi por isso que Jesus chamou os judeus de hipócritas (Mt 15:7,9). Não deve o nosso amor ser fingido, mas ser um amor cordial, com honra uns para com os outros (Rm 12: 9,10). A moral assinala o que é honesto e virtuoso segundo os ditames da nossa consciência e os princípios humanos, a ética diz que a moral trata dessas coisas e dos nossos bons costumes, e do cumprimento dos nossos deveres. Assim podemos ver que a moral é o conjunto das nossas atitudes e dos bons costumes para o domínio espiritual.
O professor de crianças da Escola Dominical deve possuir as qualidades morais citadas, porque não se pode educar sem Deus, e muito menos, utilizar a Bíblia só de lábios e não com a vida moral. Sem estas qualidades perante o povo de Deus e perante o mundo, não é possível, porque somos a carta de Cristo conhecida e lida por todas as pessoas (II Co 3: 2,3).
6º REQUISITO: SER EDUCADO NO TRATO
Todos gostam de receber um bom tratamento, e mui especialmente as crianças. Elas sempre estão à procura de alguém que as ame, que lhes dê carinho, e que lhes transmita segurança. Cabe ao professor usar a maneira mais eficiente para transmitir a mensagem desejada à criança.
João Batista nos orienta a este respeito quando diz que “a ninguém trateis mal” (Lc 3:14) e Tiago diz: “Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria” (Tg 3:13). O professor que se preocupa com o trato dos seus alunos é bem recompensado, porque tem mais probabilidade de alcançar os seus objetivos e encontrará mais cooperação da parte de todos. As crianças não gostam de olhares indiferentes, de palavras arrogantes, nem de gestos bruscos. Portanto, para cativá-las devemos demonstrar-lhes a nossa alegria em tê-las presentes, elogiando-as, quando necessário, e sempre externar o nosso interesse por elas.
O professor que utiliza o castigo e a repreensão em alta dosagem e demonstra falta de confiança nos alunos, provoca neles reações, como: sentimento de revolta, angústia, passividade e submissão.
7º REQUISITO: NÃO TRANSMITIR SEUS PROBLEMAS AS CRIANÇAS
Um dos principais requisitos para um bom professor é o equilíbrio emocional, é uma qualidade indispensável. O professor deve ser uma pessoa calma, capaz de dominar suas reações emocionais. O professor que transmite os seus problemas pessoais na hora de aula é antididátido e prejudica o seu próprio trabalho. Os alunos são extremamente sensíveis ao estado emocional do professor. Deste depende criar um ambiente de confiança, cordialidade e compreensão, para favorecer o rendimento do ensino, e consolidar a personalidade dos próprios alunos. Devemos lembrar que a criança tem uma alta capacidade de percepção. Para o professor é necessário ter um padrão de comportamento estável perante as crianças. O professor não pode ser oscilante (duas caras), em seu comportamento, pois a criança e o adolescente tem a tendência de imitar os adultos que adquiram pela força, inteligência ou qualidades pessoais. Por isso é necessário que o educador tenha uma personalidade equilibrada e saiba controlar suas emoções.
8º REQUISITO: SENTIR-SE RESPONSÁVEL PELA SALVAÇÃO E FORMAÇÃO ESPIRITUAL DA CRIANÇA
A criança assume um compromisso inconsciente perante se própria e perante seus pais, de freqüentar a Escola Dominical. Os pais por sua vez, confiam e entregam seus filhos para que ali sejam orientados. Esse já é um grande passo dado para a formação espiritual da criança. Uma grande parcela dessa responsabilidade cabe à família e outra ao professor. Porque é dele que a criança vai aprender algo da parte de Deus, e das coisas espirituais. Portanto, é dever do professor corresponder esta expectativa. Lemos em Zacarias 12:1 que é o Senhor quem forma o espírito dentro do homem. Porém nós somos os instrumentos utilizados por Deus para transmitir-lhe a mensagem divina. Por isso devemo-nos apresentar a Deus como nos incentiva o apóstolo Paulo em 2 Timóteo 2:15 “Como obreiros que não tem de que se envergonhar e que maneja bem a palavra da verdade”. Devemos conscientizar a criança da sua salvação e ensinar-lhe que deve mostrar a Deus sua gratidão por uma tão grande dádiva, fazendo-a entender que o plano de salvação de Deus foi criado para todos, inclusive para as crianças em Provérbios 22:6 o professor é comparado a um jardineiro.
9º REQUISITO: LINGUAGEM ADEQUADA AO NÍVEL DA CRIANÇA
Em I Coríntios 14:9 lemos: “Se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis falando no ar”. Por isso devemos sempre estar preocupados com o que vamos falar e como vamos ensinar. A linguagem da pessoa que ensina deve ser clara, correta, objetiva e tais pessoas precisam sempre procurar a perfeição, digo aperfeiçoar o seu vocabulário e corrigir os vícios de linguagem. Para ensinar crianças, a escolha da linguagem a ser usada é muito importante. As palavras devem ser pronunciadas com uma entonação agradável e infantil e, sempre que possível, utilize o vocabulário da própria criança. Falar bem humorado dando ênfase às palavras para despertar o interesse da criança pelo assunto abordado é imprescindível.
Se um professor fala para crianças usando palavras desconhecidas ou mesmo como se estivesse falando para pessoas adultas, essas crianças terão dificuldades de assimilação e, consequentemente, a aprendizagem será reduzida.
Vemos assim a importância da escolha da linguagem para um bom relacionamento professor criança e um excelente índice da aprendizagem.
10º REQUISITO: TER CONHECIMENTO BÍBLICO
Conhecimento é estar informado sobre alguma coisa. Logo quando uma pessoa está bem informada sobre algo, ela tem a posse de conhecimento. Mas para isto é preciso que esteja realmente certo de que o fato aconteceu.
Conhecimento é a convicção da consciência obtida pela percepção. O professor de criança da Escola Dominical deve conhecer a Bíblia porque a lê. Não devemos falar do que não sabemos. Deus mesmo lhe ensinará toda verdade. O professor é obrigado a saber comentar a lição dominical, porque quem dá graça é Jesus, mas quem deve ler para conhecer a lição é o professor. Foi com muita clareza que o Apóstolo Paulo recomendou aos romanos (12:7) que para quem ensina, “haja dedicação ao ensino”. Professor, veja como é grande a sua responsabilidade. Sabe por que? Porque a Escritura diz que “doutrina do sábio é uma fonte de vida para desviar dos laços da morte”(Pv 13:1) e diz mais “um mau mensageiro cai no mal” (Pv 13:17).
11º REQUISITO: ESPÍRITO  DE LIDERANÇA
Espírito de liderança é uma parte integrante do bom professor: se ele é responsável pelo aprendizado do grupo, precisa ser um bom líder. O professor que exerce a liderança procura compreender cada aluno para conseguir a cooperação de todos. Muitos professores têm uma concepção errônea de liderança. Julgam que líder é aquele que impõe, que considera que os alunos como autômatos e incapazes de vontade própria. No entanto o verdadeiro líder age de maneira totalmente inversa: faz tudo para que os alunos encontrem as soluções por si mesmos e encorajam os mínimos esforços de cada um. O líder ver o aluno com uma pessoa capaz de descobrir, idealizar e criar, e utiliza mais a recompensa do que o castigo. São os processos de liderança que dão resultado produtivo e colocam o ensino no mais alto padrão. Existe ainda o professor indiferente, isto é, aquele que não toma atitudes: é sempre indeciso, dá aula sem se preocupar com o aluno, como se apenas estivesse cumprindo o seu dever de expor o assunto, deixando o resultado a cargo do discípulo. Tal conduta acarreta reações no aluno, baixo rendimento, desordem e indisciplina. O professor que exerce liderança controla toda a situação do aluno, sem lhe dar isso a perceber. A criança não gosta que alguém lhe indique o que fazer. Ela gosta de descobrir. Então a função do professor é orientar, associar as idéias e deixar que a criança as desenvolva, porque ela tem habilidade suficiente para isto. Mas não devemos deixar que a criança se sinta só no estudo, pois neste caso seremos um exemplo de professor indiferente e isto não pode ocorrer em hipótese alguma. Temos o exemplo de Jesus nos seus ensinamentos. Ele sempre foi um líder, sem ser opressor dos seus discípulos. E nós devemos ser imitadores de Cristo (Ef 5:1).
12º REQUISITO: ASSIDUIDADE E PONTUALIDADE
Mas uma vez o professor está sendo colocado como espelho onde os alunos procuram mirar-se. Assim sendo, ele precisa ser assíduo e pontual. Deve chegar sempre mais cedo que o primeiro aluno, para cumprimentá-lo. A assiduidade dá apoio moral ao professor quando quiser ou precisar fazer uma advertência nesse sentido. O próprio aluno irá lembrar-se de que o professor chega sempre na hora certa e procurará corrigir-se. É claro que as vezes ocorre alguma eventualidade. Nesse caso, se possível, os alunos deverão ser avisados do motivo da falta. Agindo assim, o professor evitará que o aluno fique com uma interrogação. A criança afeiçoa-se com muita facilidade ao professor. Quando ele falta, ela se nega a aceitar o outro professor e consequentemente não se interessa pela aula. Para evitar isso o professor deverá dividir o tempo com o outro professor. Os alunos ficarão acostumados com ambos.
13º REQUISITO: QUALIDADES FÍSICAS
Ser professor é deveras uma missão árdua e até mesmo complexa. Ela não exige apenas preparo espiritual e intelectual, mas também físico. A aparência e os hábitos pessoais colaboram eficazmente na apresentação do trabalho do professor. Ele deve conscientizar-se de que todos olham para ele; portanto precisa ter cuidado com a sua postura e procurar corrigir seus maus hábitos, para não dar maus exemplos aos seus alunos. A higiene também faz parte do preparo físico; inclusive no estado psicológico. Uma pessoa asseada sente-se bem e tem possibilidade de transmitir seus pensamentos com mais eficiência e entusiasmo diante dos problemas que surgem. O cristão deve aprender a disciplinar seus hábitos negativos para que Cristo seja glorificado em sua vida. Portanto, se para o ensinador cristão estas qualidades são indispensáveis deve o professor cumpri-las a risco, para um melhor aproveitamento do seu trabalho. As boas qualidades e os bons hábitos devem compor a formosura e a beleza do conjunto físico do professor, para sua melhor apresentação, pois engrandece o somatório de todos os outros requisitos e atributos inerentes ao professor de criança da Escola Dominical.
4ª PARTE  REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA UMA BOA AULA
PLANEJAMENTO
O planejamento é de suma importância na orientação de toda a tarefa a ser realizada. É através do planejamento que você professor, organiza o desenvolvimento de sua ação junto à classe, partindo sempre para realizações mais aperfeiçoadas.
Planejamento - é um roteiro que orienta nossas atividades, afim de que alcancemos nossos objetivos. Aliás temos um motivo para planejarmos é a nossa responsabilidade no que diz respeito a formação espiritual dos nossos alunos com o ensino da Palavra de Deus. Não queira correr o risco de improvisar sua aula, pois pode ficar faltando alguma coisa importante para ser abordada, pode faltar algo que seu aluno esteja precisando. Até agora falamos de planejamento de um modo geral, no entanto o que nos interessa para este trabalho é o plano de aula. É este que orienta sua tarefa em cada aula que você ministra.
Planejar significa prever como alcançar certos objetivos.
 OBJETIVOS – É uma meta que você deseja atingir; é algo que se deseja alcançar! Em todas as nossas ações, existe sempre uma finalidade, um objetivo a ser atingido desde os atos mais simples aos mais complexos.
Na sua classe o objetivo é aquilo que você deseja que seu aluno aprenda. Como estabelecer os objetivos? Não é difícil - respondemos. Você leu a Bíblia, leu a Lição Bíblica, então é só meditar nos pontos mais importantes para o ensinamento em classe, principalmente aqueles considerados como doutrina bíblica que servirão para aprofundar a fé da criança. Os objetivos é a essência, é aquilo que você quer que fique gravado na mente da criança, é o essencial.
CONHECIMENTO DO ASSUNTO - É ter segurança daquilo que você ensina. Para ensinarmos uma lição é preciso conhecimento, digo conhecermos profundamente o assunto para não sermos apanhados com insegurança, porque, assim perdemos a credibilidade da turma. O professor precisa estudar, sempre estudar, e está seguro do assunto que vai ministrar. Devemos ensinar o que temos convicção de que na Bíblia está escrito realmente é assim.

MOTIVAÇÃO - É o recurso que o professor usa para despertar o interesse do aluno por um assunto que você pretende ministrar. É preciso cuidado com a motivação para não exagerar em fantasias porque a criança pode se decepcionar. Mas a motivação deve ser aplicada com estratégias de modo que agrade a criança e atenda a expectativa dela ao introduzir o novo assunto. A motivação da aula é a introdução do assunto, o prefácio da aula e para o bom desenvolvimento da aula a motivação é o item principal, porque é a estratégia que o professor usa para atrair atenção da criança.
MOTIVAR é criar prontidão.
EXEMPLO DE MOTIVAÇÃO:
RECURSOS VISUAIS - para a criança é de suma importância os recursos visuais. Recursos visuais são materiais didáticos que o professor usa para ilustrar suas aulas e tem grande influência na motivação da aula, tornando-a mais alegre e menos cansativa. A criança gosta de figuras, desenhos coloridos. O colorido e a variação de cores desperta o interesse da criança. Os recursos audiovisual também tem grande influência. Um ponto em que precisamos seguir o exemplo do Supremo Professor é o da abundante utilização de ilustrações.
ATIVIDADES: As atividades na sala de aula são técnicas usadas para fazer com que o aluno participe da aula, aplicando aquilo que aprendeu. As atividades de estudo bíblico constituem o âmago do plano de aula. As atividades são muitas e variadas, mas o professor pode aplicar aquelas que conhece evidentemente. As atividades de aprendizagem devem guardar com as metas, isto é, devem está dentro do contorno da lição que estou dando. As atividades de aprendizagem precisam se ajustar ao tempo disponível. Ao contexto da Igreja o ensino da Bíblia normalmente é uma luta contra o relógio então é melhor cronometrarmos o tempo do que ficarmos sem dar o que planejamos porque isto nos impede de alcançarmos nosso objetivo.
EXEMPLO DE ATIVIDADES:
Exercícios escritos, tarefas com pinturas, colagens, montagens, argüições orais, debates, encenações etc.
Para conseguirmos êxitos devemos variar sempre que pudermos. VARIEDADE é o tempero da vida.
Obs: quanto às atividades o professor não devera fazê-las fáceis porque sufoca os alunos que gostam de descobrir, raciocinar.

AVALIAÇÃO - Avaliação é um meio de verificar. A avaliação é um recurso educacional essencial a professores para verificarem o nível de aprendizagem de seus alunos. A avaliação revela o que foi feito e o que deixou de ser feito.
Fonte:www.ebdonline.com.br



Um comentário:

  1. MUito bom esse texto aprendi mnuito qye Deus abençoe seu ministerio.

    ResponderExcluir

 
Template designed using CRIANDO LAYOUTS